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Um hino (meu hino)
Creep (Radiohead) When you were here before Couldn't look you in the eye You're just like an angel Your skin makes me cry You float like a feather In a beautiful world I wish I was special So fucking special
But I'm a creep I'm a weirdo What the hell am I doing here? I don't belong here
I don't care if it hurts I wanna have control I wanna a perfect body I wanna a perfect soul I want you to notice When I'm not around You're so fucking special I wish I was special
But I'm a creep I'm a weirdo What the hell am I doing here? I don't belong here.
She's running out again She's running out She run, run, run, run Run
Whatever makes you happy Whatever you want So very special I wish I was special
But I'm a creep I'm a weirdo What the hell am I doing here? I don't belong here I don't belong me
Escrito por andré às 08h09
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Melhores discos de 2011
Sem sombra de dúvidas, 2011 foi o ano que mais ouvi lançamentos. E mais que isso, ouvi muita banda que não conhecia. Um pouco para quebrar aquela história que a música morreu, que a música atingiu sua perfeição em 1975 (Ref. Cit. Physical Graffiti - Led Zeppelin) e após isso nada de bom foi produzido. Noves fora os "Ai, se eu te pego" da vida, tem muita coisa boa sendo produzida. É claro que não faz sucesso e não toca no rádio ou aparece na TV, os tempos são outros... Muito em função disso, dei preferência para bandas "novas". Confesso que fiquei com preguiça de ouvir umas coisas, ouvi muita coisa ruim e me decepcionei com o Radiohead (minha banda preferida das que estão em atividade). Mas chega de prosinha e vamos à minha lista dos 10 melhores discos lançados em 2011  1) Revelator - Tedeschi Trucks Band Que felicidade é saber que tem uma coisa dessa sendo lançada agora. A Tedeschi Trucks Band é uma banda com 11 integrantes lideradas por Susan Tedeschi e Derek Trucks que faz uma mistura de funk, blues, gospel e rock sem parecer datado. Se apropriam do que tem de melhor no legado do southern rock e fazem um som contemporâneo, mas sem parecer nada do que é feito hoje. Melhor coisa que ouvi em 2011.
 2) Helplessness Blues - Fleet Foxes Outra surpresa fantástica! Pensa em um perfeito cruzamento entre Crosby Stills Nash e Young com Beach Boys. Pensou? O resultado é o Fleet Foxes. Se houvesse uma sigla besta pra música americana como tem pra brasileira (MPB), algo como APM - American Popular Music, o Fleet Foxes seria chamado de "melhor expoente da nova APM". Está tudo ali,é só ouvir.
 3) The Whole Love – Wilco The Whole Love é um disco na medida. Começa um pouco experimental, com umas bases eletrônicas que lembra Radiohead, mas o resto do disco é bem alegre, aberto, simples até. Alguém disse por aí que de certa forma, o disco é um tributo do Wilco aos anos 70, concordo. Boas composições, variedade de instrumentos bem tocados e, vamos combinar, “O amor inteiro” como título e com versos que um sujeito casado há 20 anos escreve para sua esposa: “Eu ainda te amo até a morte” é arrebatador, não?
 4) The King is Dead - The Decemberists Apesar da referência clara ao Smiths no título do disco, o som está mais para REM do começo de carreira, (aliás, Peter Buck participa de três faixas do disco), misturado com Bob Dylan e Neil Young e suas fases mais folk.Canções lindas, com letras ótimas (daí a influência do Morrisey) com pé no folk, country,Dylan e Young e outro pé nos anos 80 em REM e Smiths. Resta dúvida que é bom?
 5) Alma Lírica Brasileira – Mônica Salmaso Mônica é a maior e melhor cantora da sua geração e está entre as maiores cantoras da história – aceite. Um disco espontâneo como uma conversa entre amigos. É transparente ao ponto de deixar os músicos completamente expostos. Mônica é uma das poucas que permite isso, permite o risco e consequentemente permite a mágica. Um repertório que vai de valsas brasileiras ao baião, do erudito ao popular, mostrando o lirismo da música brasileira. Respeitando os compositores, mas cravando sua ‘autoralidade’. Não está na moda, não é modernoso como as “novas cantoras”, enfim, é música da melhor qualidade.
 6) Collapse Into Now – REM O REM decidiu se despedir em grande estilo. Após lançar esse ótimo disco eles anunciaram que a banda encerrou suas atividades. Ao ouvir Collapse Into Now percebe-se que eles já haviam planejado o fim quando estavam gravando. É algo como um “Best of” só que com canções inéditas. Todas as fases e caras do REM estão nesse disco que mostra a banda em sua melhor forma, inclusive para terminar. Exemplo de dignidade.
 7) Chico – Chico Buarque Não sou “emepebista”, mas deixar Chico de fora não dá. O rapaz tem talento, não tem jeito. Não espere nada surpreendente. Quer dizer, mesmo sabendo da sua capacidade como compositor e letrista ainda fico embasbacado com letras como a de “Tipo um baião”. Um disco que mostra Chico ciente do tempo e da idade e que não dá bola pra crítica ávida por novidades. Ele já atingiu um patamar artístico e pessoal de não precisar provar nada pra ninguém e, talvez por isso, Lança discos belíssimos como este.
 8) Chão – Lenine Lenine tem trabalhado em muitas coisas. Talvez por isso quando decidiu lançar um disco autoral não se preocupou com fórmulas. Aliás, subverteu. Um disco orgânico, com canções amarradas uma às outras, como uma suíte, pra ser ouvido de uma tacada só. Experimental e um tanto ousado. Tocado e produzido por Bruno Giorgi, JR Tostoi e Lenine é, enquanto conceito, o melhor disco dele.
 9) Novas Lendas Da Etnia Toshi Babaa – Mundo Livre S/A Sem lançar um disco de inéditas desde 2005, Mundo Livre surpreendeu positivamente com esse disco. Uma química perfeita entre o “Por pouco” e o “Outro Mundo de Manuela Rosário”. Com letras carregadas de sátiras e críticas, mas sem ser panfletário e chato. E com o swing herdado do mestre Jorge Ben, “Novas Lendas Da Etnia Toshi Babaa” é o punk – groove clássico dos Mangue Boys.
 10) A Dramatic Turn Of Events – Dream Theater Com esse disco o Dream Theater mostrou que há vida sem Mike Portnoy. Após todo o qüiproquó da saída do baterista (e fundador da banda) parece que resolveram dar tudo de si e lançar um disco excelente, com tudo que são capazes de fazer. Excelência na técnica e boas composições. Portnoy, sorry bro, but the spirit carries on.
Outros 5 discos lançados em 2011 que merecem serem ouvidos: O Culto Secreto do Anjo Gabriel - Anjo Gabriel Sou Suspeita, Estou Sujeita, Não Sou Santa - Anelis Assumpção Odiosa Natureza Humana - Matanza Baixo Augusta - Cachorro Grande Suck It and See - Arctic Monkeys
Escrito por andré às 16h17
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10 filmes bons (e 1 péssimo)
Só um esclarecimento: moro no interior de SP e a distribuição de filmes nem sempre (ou quase nunca) acompanha as datas de estreias das grandes capitais. (Também me recuso a ir à cinema de shopping). Por isso aqui vai minha lista dos10 melhores filmes que vi no cinema em 2011, independente deles terem sido lançados em 2011 ou não. Recomendo com força que veja esses filmes! Click nos nomes dos filmes para ver o trailer 1) A Árvore da Vida Título original: (The Tree of Life) Lançamento: 2011 (EUA) Direção: Terrence Malick Atores: Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain, Fiona Shaw. Duração: 138 min
2) Melancolia Título original: (Melancholia) Lançamento: 2011 (Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Suécia) Direção: Lars von Trier Atores: Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Charlotte Rampling. Duração: 130 min
3) Meia noite em Paris Título original: (Midnight in Paris) Lançamento: 2011 (EUA, Espanha) Direção: Woody Allen Atores: Owen Wilson, Rachel McAdams, Kurt Fuller, Mimi Kennedy. Duração: 100 min
4) A pele que habito Título original: (La Piel que Habito) Lançamento: 2011 (Espanha) Direção: Pedro Almodóvar Atores: Antonio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes, Jan Cornet. Duração: 117 min
5) Os inquilinos (Os Incomodados que se Mudem) Lançamento: 2010 (Brasil) Direção: Sergio Bianchi Atores: Marat Descartes, Ana Carbatti, Cassia Kiss, Caio Blat. Duração: 103 min
6) Cisne Negro Título original: (Black Swan) Lançamento: 2011 (EUA) Direção: Darren Aronofsky Atores: Natalie Portman, Mila Kunis, Winona Ryder, Vincent Cassel. Duração: 103 min
7) O discurso do Rei Título original: (The King's Speech) Lançamento: 2011 (Inglaterra) Direção: Tom Hooper Atores: Colin Firth, Helena Bonham Carter, Geoffrey Rush, Michael Gambon. Duração: 118 min
8) O vencedor Título original: (The Fighter) Lançamento: 2010 (EUA) Direção: David O. Russell Atores: Mark Wahlberg, Christian Bale , Amy Adams, Melissa Leo. Duração: 114 min
9) A rede social Título original: (The Social Network) Lançamento: 2010 (EUA) Direção: David Fincher Atores: Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Rooney Mara. Duração: 121 min
10) Bravura Indômita Título original: (True Grit) Lançamento: 2010 (EUA) Direção: Joel Coen, Ethan Coen Atores: Jeff Bridges, Hailee Steinfeld, Matt Damon, Josh Brolin. Duração: 110 min
E recomendo que corram do Bruna Surfistinha do Marcus Baldini! Certamente o pior filme que vi em 2011.
Escrito por andré às 12h06
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Livros de 2011
Foi um ano de muita leitura. Conheci alguns autores da literatura brasileira contemporânea que não conhecia. Gostei muito de Marçal Aquino e Lourenço Mutarelli, embora concordo com muitos que Milton Hatoum deve ser nosso melhor escritor atualmente. Contudo, de tudo que li, creio que quem já leu "Retalhos" de Craig Thompson me conhece um pouco melhor. Me indentifiquei e me emocionei muito com essa obra. 
Escrito por andré às 13h57
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Ainda estamos vivos!
Os anos de 1991 e 1992 foram importantíssimos pra mim. Foi quando eu comecei, de fato, ouvir música. Não que eu fosse surdo antes, mas a partir daí que nasceu a paixão pela música. Eu era muito jovem, mas já começava a dispensar os brinquedos por fitas k7, rádios e discos. Justamente em 1991 o Pearl Jam lançou seu primeiro disco. Lembro até hoje quando meu irmão chegou em casa com uma fita k7 em mãos dizendo que havia gravado o “Ten” a partir de um disco de um amigo para ouvirmos. Eu não sabia nada de música, não sabia nada de rock, só sabia que tocava três músicas no rádio e na MTV de uma banda chamada Pearl Jam e que eu gostava bastante. Quando ele colocou a fita pra tocar algo aconteceu. Não sei explicar. Não sabia identificar as referências de rock dos anos setenta nas músicas. Não sabia apontar qualidade técnica. Só sabia que eu gostava e que quando eu chegava da escola eu me deitava no chão do quarto com a cabeça entre as duas caixas de som e só levantava para mudar o lado da fita. De lá pra cá muita coisa passou pelos meus ouvidos. Acompanhei a banda não como um fã apaixonado, mas como um amigo de infância que a gente encontra de vez em quando e fica feliz em ver e saber que ele cresceu e está fazendo coisas bacanas. Ouvia os discos, gostava mais de um, menos de outro. Sabia um pouco mais das coisas e já era capaz de reconhecer que o Pearl Jam não era a melhor banda do mundo, mas era uma das bandas mais legais do mundo! Agradeço à Ana Karla (Aka: Preta) por insistir pra eu ir ao show. Não que eu não quisesse ir, mas o fator dinheiro sempre é um limitador. O show é fantástico! Não é algo como um artista que está no palco mostrando o que sabe fazer para uma plateia que não sabe. É muito mais que isso! Somos nós, entende? É como se dissessem: nós somos como vocês e vocês são como nós! (Nota-se isso pela exigência da banda em não ter pista VIP nos shows e os ingressos serem um pouco mais acessíveis que os demais shows no Brasil.) Por isso o show é um tanto catártico e uma celebração de uma geração, mesmo (ou justamente por isso) com repertório totalmente inesperado a cada noite de show. Não há uma explicação lógica e racional pra isso. Eu só sei que desde 1991 nós continuamos nesse "fluxo constante" e estar lá e poder cantar a plenos pulmões "We are still alive!" fez realmente eu ter a sensação de estar vivo, sabe o que é isso?
Escrito por andré às 14h39
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